Citações e notícias


 
 

Ser economista

 

 

"O ferramental teórico do economista é útil para todo tipo de profissional, mas não me parece haver dúvida de que a formação do economista, o interesse primordial de quem quer ser economista, está em compreender e colaborar para a melhor organização da sociedade e satisfazer as necessidades das pessoas."

André Lara Resende (nascido em 1951), economista brasileiro que foi um dos formuladores do Plano Real.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h35
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Política x Economia = Intenções x Decisões

 

 

“A política contenta-se com as boas intenções. A economia não abre mão de boas decisões.”

Robert Solow (nascido em 1924) - economista norte-americano.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h30
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O futuro do presente

 

 

“Uma das regras mais importantes que eu tento lembrar quando faço previsões econômicas é que qualquer coisa que está para acontecer está acontecendo desde já". 

Sylvia Porter (1913-1991), economista e jornalista norte-americana.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h21
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A sabedoria de Simonsen

 

 

“Em teoria econômica, o que não é óbvio é quase sempre besteira” 

Mário Henrique Simonsen - economista, professor, consultor e banqueiro (1935-1997).

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h19
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Keynes e as decisões econômicas

 

"O que apenas desejamos lembrar é que as decisões humanas que envolvem o futuro, sejam elas pessoais, políticas ou econômicas, não podem depender da estrita expectativa matemática, uma vez que as bases para realizar semelhantes cálculos não existem e que o nosso impulso inato para a atividade é que faz girar as engrenagens, sendo que a nossa inteligência faz o melhor possível para escolher o melhor que pode haver entre as diversas alternativas, calculando sempre que se pode, mas retraindo-se, muitas vezes, diante do capricho, do sentimento ou do azar."

John Maynard Keynes (1886-1946), economista inglês.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h10
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Déficits

 

"O Natal é uma época na qual as crianças dizem ao Papai Noel o que elas querem e os adultos pagam por isto. Os déficits ocorrem quando os adultos dizem ao governo o que eles querem e suas crianças pagam por isto."

Richard Douglas "Dick" Lamm (nascido em 1935), político e professor universitário norte-americano. Foi governador do estado do Colorado.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h08
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Consumo, poupança e investimento

 

"Para produzir bens de capital, as pessoas devem renunciar à oportunidade de produzir bens de consumo corrente. As pessoas podem escolher se querem gastar seu tempo colhendo maçãs ou plantando macieiras.No primeiro caso, há mais maçãs hoje, no segundo, mais maçãs amanhã."

Steven Landsburg, economista norte-americano nascido em 1954 (trecho extraído de Price Theory and Applications, 1992), p. 581.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h49
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Bons e maus economistas, por Fréderic Bastiat

 

"Na esfera econômica um ato, um hábito, uma instituição ou uma lei geram não só um efeito, mas uma série deles. Desses efeitos, o primeiro é apenas o mais imediato, se manifestando simultaneamente com a causa e sendo visível. Os outros aparecem sucessivamente e não são visíveis no presente, sendo necessário que sejam antecipados. Toda a diferença entre um mau e um bom economista é esta: um se limita a perceber o que é visível; o outro leva em conta os efeitos visíveis e também os que podem ser esperados." 

Frédéric Bastiat (1801-1850), economista e jornalista francês.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h42
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O projeto e a conclusão

 

"Que longo é o caminho entre o projeto de uma coisa e a coisa concluída." 

Molière (1622-1673), dramaturgo francês.

 

Molière



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 12h47
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Concurso para área de Economia

 

Para quem estiver interessado ou conhecer alguém que esteja, está aberto concurso para área de economia (10 vagas) no novo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos localizado em Goiânia.

O salário é de R$ 6.000.

O Edital está em http://www.nucleodeselecao.ueg.br/.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h08
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Código Florestal Brasileiro: a visão da The Economist

 

 

Sempre que leio notícias na grande mídia sobre temas controversos e percebo que a discussão descamba para o padrão Grenal ou Fla x Flu costumo recorrer à artigos de alguma boa publicação para formar minha opinião.

Pode ser o Valor Econômico (ótimo jornal, quem mantém uma visão pluralista rara, talvez única, na imprensa brasileira atual), a The Economist, a Revista Conjuntura Econômica ou alguns blogs de economistas e/ou cientistas políticos.
Não conheço quase nada sobre temas ambientais ou Economia Ambiental (também chamada de Economia Ecológica).  Quanto mais lia sobre a legislação ambiental, mas ficava em dúvida sobre o assunto. Mas este artigo da The Economist me deixou menos ignorante sobre o tema.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 13h37
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Reformas sempre adiadas

 

Ao reler o  livro "Reformas no Brasil: Balanço e Agenda", organizado por Fabio Giambiagi, José Guilherme Reis e André Urani, me deparo com duas citações que dão o que pensar.

A estas duas acrescento outras duas, que estão no final da postagem. Uma é do antropólogo Roberto da Matta e outra é do Arnaldo Jabor.

A primeira delas é de Maquiavel:

"É um defeito comum dos homens não levar em conta as tempestades quando o mar está calmo."

Nicolau Maquiavel (1469-1527)

A segunda é de Câmara Cascudo: 

"O Brasil não tem problemas, mas apenas soluções adiadas."

Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), historiador, antropólogo e jornalista brasileiro.

 

Câmara Cascudo

 

"O Brasil é um país que escolheu não escolher."

Roberto da Matta - antropólogo brasileiro.

"O Brasil é um país perigosamente gasoso. Os problemas são detectados, mas ninguém sabe como resolvê-los."

Arnaldo Jabor - cineasta e colunista brasileiro. 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 14h28
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Situação, oposição e estabilidade

 

"A party of order or stability, and a party of progress or reform, are both necessary elements of a healthy state of political reform."

John Stuart Mill (1806-1873) , economista e filósofo inglês -  extraído do capítulo 2, de "On Liberty".

  John Stuart Mill (1806-1873).

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 00h48
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Discurso de paraninfo da turma de Ciências Econômicas de 2012 - UFPel

 

Há quase um ano atrás escrevi este discurso de paraninfo para a turma de 2010 do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Para esta saudosa turma, reproduzo aqui no blog o discurso que escrevi e proferi na ocasião.  

"Inicialmente, gostaria de saudar o Magnífico Reitor da Universidade Federal de Pelotas representado nesta noite pelo prof. Ernani Ávila e saudar  todos os demais professores aqui presentes, os formandos de nossa turma de Ciências Econômicas , seus familiares, seus entes queridos e amigos.

Me sinto  honrado pelo convite para ser paraninfo feito, em nome da turma, pelas alunas Flávia Katrein e Elaine.  Quero agradecer a toda turma de formandos por terem, por esse gesto, reconhecido a qualidade do meu trabalho. Qualidade   que não teria sido a mesma se não houvesse a inteligência, a simpatia, a colaboração e a capacidade de trabalho de todos os formandos, dos professores e do secretário do departamento de Economia, aqui presentes.  

Meus afilhados, vocês sabem que a formatura é, além da conquista de uma meta pessoal almejada, o fruto do vosso esforço e da ajuda de vossos pais, amigos, esposas, esposos, filhos e entes queridos. Uma conquista desejada e lapidada pelo vosso trabalho diário e pelo apoio das pessoas que são importantes nas vossas vidas.
Parabéns a todos vocês pela conquista.

Cabe a mim, como paraninfo, dizer algumas breves palavras de aconselhamento e estímulo.

Mas o meu forte não é aconselhar. 

Gostaria apenas de dizer que creio que em qualquer circunstância, no êxito ou no fracasso, é fundamental  sempre pensar nos outros.

Nada é tão importante na vida quanto as relações humanas. A Economia é uma ciência social com  bases científicas que foram consolidadas no estudo do comportamento humano.

Para viver plenamente e desfrutar destas relações humanas é preciso praticar a tolerância.  É necessário saber ouvir e compreender opiniões contrárias e modos diferentes de pensar.

Também é fundamental ser justo. Nunca conheci nenhum profissional de valor, nenhuma pessoa de valor que não praticasse a justiça. Já foi dito que o Brasil não é um país pobre, mas é um país injusto. Assim, em um país como o nosso, é preciso ser capaz de dar a cada um aquilo que lhe pertence por mérito, por direito, de acordo com diz a lei e a nossa consciência.

Finalmente, é vital que se pratique a Ética. A prática da Ética é a moral. E  moral poderá  criar um país melhor  para as gerações futuras.

Mas estes são apenas alguns conselhos vagos de um professor de Economia. Como já disse, meu forte não é aconselhar.

Por isso, recorro à ajuda das palavras do poeta inglês Rudyard Kipling. Em seu poema, cujo título é  “Se”, ele soube expressar muito melhor do que eu  como se vive plenamente a tolerância, a justiça e a ética nas  relações humanas.

Diz o poeta:

“Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar — sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais — tu serás um ser humano, ó meu filho!”

Que vocês, meus queridos afilhados, possam viver plenamente as relações humanas que já existem e as que existirão em suas vidas.

E que sejam muito felizes e tenham saúde, paz e sucesso.

Muito obrigado."

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 18h43
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Journal papers que merecem leitura

 

 

Vida acadêmica pressupõe leitura de literatura científica.

Ando lendo artigos sobre financiamento do crescimento e modelos de crescimento de longo prazo que envolvam poupança e investimento. Artigos de Simonsen, Samuelson-Modigliani, Solow, Harrod-Domar, Lucas, Pasinetti, Angus Deaton, Loayza e Schmidt-Hoebbel etc.

Mas, pelo menos quando se trata de Economia, alguns "journal papers" merecem atenção, sobretudo quando são escritos por bons economistas.

São os casos dos artigos publicados em periódicos não-científicos como os citados abaixo:

1) "Investimento ou poupança?", artigo de Armando Castelar Pinheiro publicado no Valor Econômico (4/11/2011)

2) "Juros ou jaboticaba?", artigo de Andre Lara Resende publicado no Valor Econômico (16/06/2011)

3) "Câmbio, poupança e os vendedores de ilusão", artigo de Pedro Cavalcanti Ferreira e Renato Fragelli (15/7/2011)

4) "A inescapável poupança externa", carta do IBRE de dezembro de 2009.

5) "Como lidar com as dívidas do Ocidente", artigo de Klaus Zimmermann publicado no Valor Econômico (4/11/2011)

5) "Verdades inconvenientes sobre crescimento sustentado", artigo de Mansueto Almeida e Alexandre Manoel da Silva publicado no Valor Econômico (29/4/2010).

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 09h18
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