Microeconomia


 
 

Site sobre teoria dos jogos

 

Do blog Theoria et Oeconomia:

"Business is a game", já dizia Thomas J. Watson, o fundador da IBM.

Para quem concorda com ele, vai a dica de um site sobre teoria dos jogos: Game Theory.net.

Ele reúne conteúdo sobre o assunto e  divide este material em quatro categorias: estudantes, profissionais, professores e geeks.

Tem notas de aula, notícias, jogos matemáticos etc.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h39
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A Copa e as Olimpíadas no Rio: um texto para discussão

 

 

Para entender melhor os possíveis efeitos da realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro e da utilização da cidade como uma das principais sedes da Copa do Mundo, vale ler o artigo de Victor A. Matheson (Williams College)  e Robert A. Baade (Lake Forest College): "Mega-Sporting Events in Developing Nations:Playing the Way to Prosperity?".

O artigo é de 2003, mas suas análise e conclusões ainda são atuais.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 12h18
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Nobel em Economia de 2009

 

O melhor lugar para saber por que Elinor Ostrom e Oliver Williamson ganharam o Nobel em Economia é o site da Real Academia de Ciências da Suécia.

Em outro site, o Sweden.SE, dá para saber por que premiaram o Obama (ver post abaixo).

Quem quiser saber mais sobre o Nobel em Economia pode ir aos seguintes links:



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h36
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Tributo maior sobre a caderneta

 

Da reportagem de Renata Veríssimo da Agência Estado:

"O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira, 15, que a alíquota do Imposto de Renda (IR) que incidirá sobre os rendimentos das cadernetas de poupança que excederem a R$ 50 mil será de 22,5%. Mantega disse que a tributação ocorrerá no momento do saque e deu como exemplo uma caderneta de poupança no valor de R$ 52 mil, na qual o rendimento dos R$ 2 mil (valor que excede os R$ 50 mil) é que será taxado em 22,5%.

O ministro disse que o governo desistiu de reduzir a tributação sobre os fundos de renda fixa este ano. Segundo ele, não haverá necessidade, porque o mercado ficou estável e não houve migração das aplicações dos fundos de investimentos para a poupança. De acordo com Mantega, o anúncio dessas medidas em maio levou a uma redução das taxas de administração cobradas nos fundos.

Mantega disse ainda que o projeto de lei que taxa a caderneta de poupança deve ir para o Congresso nesta semana. "É só uma questão de oportunidade", afirmou o ministro, garantido que os pequenos poupadores não serão tributados. Se a proposta for aprovada pelos parlamentares, a nova tributação passa a valer em 1º de janeiro de 2010."



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h27
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O futuro do passado: o besteirol da caderneta

 

Escrevi um  post em 17 de maio deste ano cujo título era "Como fazer média com a poupança e congelar uma jaboticaba?".

Dizia que não fazia sentido o governo discriminar os grandes aplicadores dos pequenos aplicadores da caderneta de poupança.

Fiz algumas perguntas (grifadas no texto abaixo) que, com a possibilidade de aumento da tributação sobre a caderneta de poupança, voltaram a fazer todo o sentido.

O governo faz populismo financeiro com a caderneta de poupança em vez de possibilitar a todos a perspectiva de uma taxa Selic realmente baixa.

“Com as alterações nas regras da poupança, as contas que possuem saldo maior do que R$ 50 mil pagarão imposto de renda sobre os rendimentos a partir de 1º de janeiro de 2010.

 Nada muda para quem possui uma conta com menor valor do que esta.

 Nada muda também com o cálculo da TR, taxa que remunera os depósitos em poupança.

 Como a tributação inicia-se em 1º de janeiro de 2010, o contribuinte e aplicador da caderneta só pagará o IR em 2011.

 As alíquotas do IR sobre as aplicações de renda fixa (CDBs, fundos de investimento e títulos públicos) poderão ser reduzidas dos atuais  22, 5%, em alguns casos, para 15%, até o fim deste ano.

 A perda do rendimento para quem possui mais de R$ 50 mil (cerca de 894 mil aplicadores em contas de poupança) poderá atingir 2 pontos porcentuais. A mudança torna os fundos de investimento em renda fixa menos desinteressantes. Poderá interromper a migração dos recursos dos fundos de investimento para as cadernetas de poupança.

 Estes são os fatos.

 Contudo, por que o governo manteve a isenção tributária para quem possui menos do que R$ 50 mil?

 Simplesmente para evitar o desgate político em período eleitoral (o ano de 2010, no qual as novas regras passarão a vigorar).

 Por que defendeu a indústria de fundos de investimento da competição com a caderneta de poupança?

 Para evitar a escassez de recursos emprestáveis para as empresas (financeiras e não-financeiras) e para o próprio governo. Afinal, servem para isso os fundos de renda fixa, a despeito das altas taxas de administração e performance que cobram.

 O governo justificou as medidas afirmando que os juros agora podem cair para até 7% ao ano. Atualmente, a Selic estã em 10,25% ao ano e, para o final de 2009, o mercado espera um patamar de 9,25% ao ano.

 Mas por que o rendimento para quem possui menos de R$ 50 mil na caderneta, ficará mantido em 6,17% ao ano?

 Por que criar um piso "artificial" para a taxa real de juros com a alegação de que a poupança possui finalidade social?

 Por que adiar a extinção deste piso e a possibilidade de reduzir a taxa Selic para um nível menor do que 7% ao ano?

 Por que fazer com que o rendimento das aplicações menores do que R$ 50 mil - balizado por uma TR calculada e fixada pelo governo -  trave uma queda maior da taxa Selic?

 Por que proteger os pequenos aplicadores da caderneta e transferir o custo para toda a economia produtiva?

 Estas são a questões.

 Nem Friedman, nem Keynes as respondem. 

 Maquiavel, talvez.

 Enfim, o governo atual optou por transferir para o próximo presidente a tarefa da extinção da jaboticaba de ter uma aplicação subsidiada por juros básicos mais altos e por um consequente menor nível de emprego e de renda.

 Não existem aplicações com remunerações subsidiadas em outros mercados desenvolvidos. Uma aplicação como a nova caderneta de poupança (sem risco e subsidiada para pequenos poupadores) caracteriza um país que tem medo de juros baixos e que se acostumou ao conforto dos juros altos.

 Assim, privilegiamos os pequenos rentistas e oneramos os empresários do setor produtivo, que geram emprego e de renda (eles arcarão com uma Selic maior).

 Congelamos uma jaboticaba para o próximo presidente da república descascar.

 Selic abaixo de 7% ao ano?

 Só a partir de 2011 e após uma nova mexida nas regras da poupança.”

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h08
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Problemas de Microeconomia

 

Do blog Theoria et Oeconomia:

O site Problems in Microeconomics, desenvolvido por Byron W. Brown, professor de Economia da Michigan State University, é interessante.

Boa parte do conteúdo do síte irá virar livro pela editora Aplia Inc.

Esta editora é do David Romer e foi criada recentemente.

No site há vários exercícios resolvidos no Excel.

No livro, estes exercícios do site serão resolvidos em Flash.

Eles valem como uma revisão útil para provas de Micro.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 17h33
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Política brasileira do petróleo: a visão da The Economist

 

A revista The Economist opinou sobre a política brasileira do petróleo.

É bom ver nossa política analisada de uma perspectiva mais, por assim dizer, saudavelmente distante.

Confesso, leitor, que algumas vezes fico sem referência para formar minha opinião diante do paradoxo entre acontecimentos importantíssimos na economia brasileira e da desconfiança que tenho da nossa capacidade de articulação institucional para lidar com tais acontecimentos.

Exemplos:

  • as descobertas recentes de novos campos petrolíferos e nossa crônica incapacidade de arquitetar instituições eficientes (leia-se: imunes à politicagem e afeitas à prudência) para gerir os recursos que advirão das exportações de petróleo;
  • as compras de armamentos militares franceses de alta tecnologia e a sua adequação estratégica com a política de defesa brasileira e com os próprios equipamentos já existentes (o Sivam e o Sindacta possuem tecnologia norte-americana e as políticas de defesa do Brasil sempre foram mais alinhadas com as políticas dos Estados Unidos). Esta compra representa muito mais do que os quase 20 bilhões de dólares em jogo. Ela poderá determinar nossa política de defesa pelos próximos vinte anos.

Não que nos falte massa crítica para formular boas políticas públicas. Não que nos falte capital humano ou financeiro para lidar com estes dois grandes desafios. 

É que nos falta capacidade de articulação, concertação, organização, planejamento e eficiência na coordenação de tais recursos.

O Brasil possui abundância de recursos mas enorme escassez de instituições eficazes.

É aí que fico desconfiado e recorro à opiniões de especialistas de fora. 

Como a revista The Economist é redigida por especialistas e não por especialistas em generalidades (como muitos jornalistas são, sem nenhum demérito aos ótimos profissionais que a imprensa possui), eu costumo recorrer à ela quando simplesmente não encontro análises confiáveis no Brasil

Não encontrei ainda textos em português realmente críticos sobre gerenciamento dos recursos da camada do pré-sal.

Sobre a adequação dos investimentos da política de defesa brasileira há bons textos a respeito no Brasil.    

Mas sobre o pré-sal não encontrei nenhuma análise realmente crível, a não ser a da The Economist.

A franqueza me obriga a escrever isto: não conheço nenhuma análise realmente crível sobre a governança da política de petróleo no Brasil. 

O projeto que tramita com urgência no Congresso padece, a meu modesto ver, de vícios de origem graves (a começar pela própria urgência do projeto...).

Abaixo, os primeiros parágrafos e o link para o texto da The Economist:  

"Brazil's oil policy

Preparing to spend a “millionaire ticket” from offshore

Sep 3rd 2009 | SÃO PAULO
From The Economist print edition

The government has unveiled plans to give the state the lion’s share of the money from vast new oil discoveries. Will this wealth be invested or squandered?" 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 23h42
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Teoria dos Jogos

 

Um artigo da revista The Economist sobre a teoria dos jogos.

O artigo - intitulado "It`s only a game" - é de 15/06/1996.

Sua leitura ainda é proveitosa.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 15h32
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Crédito para empresas que realmente precisam 

 

Até o final deste mês de junho, o BNDES deve lançar o seu fundo garantidor de empréstimos (fundo de aval) para micro e pequenas empresas.

O banco ofertará cerca de  R$ 1,7 bilhões para avalizar empréstimos no montante de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões.

O  BNDES irá priorizar a concessão de aval para as empresas com bons projetos mas sem garantias reais necessárias para obter créditos nos programas e fundos tradicionais do banco. 

A iniciativa do BNDES e do Ministério da Fazenda é louvável, pois cerca de 40% de 2,4 mil micro e pequenas empresas brasileiras ainda não observaram os efeitos positivos do aumento do crédito bancário ocorrido nos últimos anos.

Estes dados são do levantamento do Sebrae de São Paulo e foram divulgados pelo jornal Folha de São Paulo. 

Já escrevi aqui no blog que, entre os efeitos positivos da queda dos juros reais no Brasil, está o redirecionamento dos fundos emprestáveis do BNDES.

Historicamente, as grandes empresas foram as principais clientes deste banco.

Contudo, desde a gestão de Carlos Lessa, o volume de crédito concedido às micro, pequenas e médias empresas vem crescendo e, com a queda da taxa Selic ocorrida nos últimos anos, esta expansão tem tudo para ser uma tendência de longo prazo.

Juros reais mais baixos permitem às grandes empresas o aumento do financiamento junto ao mercado de ações com custo de capital mais baixo do que os empréstimos do BNDES.

Com isto, o BNDES fica com mais recursos disponíveis para financiar a longo prazo as micro e pequenas empresas.

Muitas destas empresas só conhecem juro real baixo de ouvir falar.

Embora se toque pouco no assunto, o crescimento e o fortalecimento do mercado de capitais (que motivou inclusive a fusão entre BM&F e Bovespa) e o aumento do crédito do BNDES para as micro e pequenas empresas são mudanças extremamente importantes na estrutura do mercado financeiro brasileiro.

Os impactos desta mudança estrutural no desenvolvimento econômico tendem a ser duradouros e positivos no nível de emprego, na geração de renda e na redução das disparidades sócio-econômicas regionais.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 23h14
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Spread bancário

 

O spread bancário sempre foi um tema mais importante do que o nível da Selic.

Ocorre que apenas há alguns meses atrás ele tem sido tratado pela sociedade como um tema realmente relevante, a ponto de ser incluído nas reinvindicações das principais centrais sindicais do país e também das federações da indústrias e associações comerciais.   

Sobre o assunto, é útil ler a Carta do IBRE de abril deste ano. 

O IBRE é o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

O nome do texto é "Spread bancário no Brasil: nem todas as armas foram usadas".



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 04h38
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Como fazer média com a poupança e congelar uma jaboticaba

 

 

Com as alterações nas regras da poupança, as contas que possuem saldo maior do que R$ 50 mil pagarão imposto de renda sobre os rendimentos a partir de 1º de janeiro de 2010.

 

Nada muda para quem possui uma conta com menor valor do que esta.

 

Nada muda também com o cálculo da TR, taxa que remunera os depósitos em poupança.

 

Como a tributação inicia-se em 1º de janeiro de 2010, o contribuinte e aplicador da caderneta só pagará o IR em 2011.

 

As alíquotas do IR sobre as aplicações de renda fixa (CDBs, fundos de investimento e títulos públicos) poderão ser reduzidas dos atuais  22, 5%, em alguns casos, para 15%, até o fim deste ano.

 

A perda do rendimento para quem possui mais de R$ 50 mil (cerca de 894 mil aplicadores em contas de poupança) poderá atingir 2 pontos porcentuais. A mudança torna os fundos de investimento em renda fixa menos desinteressantes. Poderá interromper a migração dos recursos dos fundos de investimento para as cadernetas de poupança.

 

Estes são os fatos.

 

Contudo, por que o governo manteve a isenção tributária para quem possui menos do que R$ 50 mil?

 

Simplesmente para evitar o desgate político em período eleitoral (o ano de 2010, no qual as novas regras passarão a vigorar).

 

Por que defendeu a indústria de fundos de investimento da competição com a caderneta de poupança?

 

Para evitar a escassez de recursos emprestáveis para as empresas (financeiras e não-financeiras) e para o próprio governo. Afinal, servem para isso os fundos de renda fixa, a despeito das altas taxas de administração e performance que cobram.

 

O governo justificou as medidas afirmando que os juros agora podem cair para até 7% ao ano. Atualmente, a Selic estã em 10,25% ao ano e, para o final de 2009, o mercado espera um patamar de 9,25% ao ano.

 

Mas por que o rendimento para quem possui menos de R$ 50 mil na caderneta, ficará mantido em 6,17% ao ano?

 

Por que criar um piso "artificial" para a taxa real de juros com a alegação de que a poupança possui finalidade social?

 

Por que adiar a  extinção deste piso e a possibilidade de reduzir a taxa Selic para um nível menor do que 7% ao ano?

 

Por que fazer com que o rendimento das aplicações menores do que R$ 50 mil - balizado por uma TR calculada e fixada pelo governo -  trave uma queda maior da taxa Selic?

 

Por que proteger os pequenos aplicadores da caderneta e transferir o custo para toda a economia produtiva?

 

Estas são a questões.

 

Nem Friedman, nem Keynes as respondem.  

 

Maquiavel, talvez.

 

Enfim, o governo atual optou por transferir para o próximo presidente a tarefa da extinção da jaboticaba de ter uma aplicação subsidiada por juros básicos mais altos e por um consequente menor nível de emprego e de renda.

 

Não existem aplicações com remunerações subsidiadas em outros mercados desenvolvidos. Uma aplicação como a nova caderneta de poupança (sem risco e subsidiada para pequenos poupadores) caracteriza um país que tem medo de juros baixos e que se acostumou ao conforto dos juros altos.

 

Assim, privilegiamos os pequenos rentistas e oneramos os empresários do setor produtivo, que geram emprego e de renda (eles arcarão com uma Selic maior).

 

Congelamos uma jaboticaba para o próximo presidente da república descascar.

 

Selic abaixo de 7% ao ano?

 

Só a partir de 2011 e após uma nova mexida nas regras da poupança.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h03
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E a poupança?

 

Em breve, leitor, comentarei as novas regras da caderneta de poupança.

 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 02h26
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Salário de professor da rede pública

 

Ser professor de ensino fundamental compensa?

Depende se estamos falando da rede pública ou da rede privada.

Notícia da agência USP:

"Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2006 indicam que os professores de ensino fundamental da rede pública possuem salários 11% maiores do que os do ensino privado. A diferença, apurada em estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pode chegar a 38% se forem levados em conta os benefícios da aposentadoria.

O trabalho da economista Kalinca Baxter utilizou equações de rendimento para analisar os fatores que definem a remuneração desses professores, considerando o salário mensal por hora de trabalho e a aposentadoria.

A pesquisadora sinalizou os principais fatores que determinam a remuneração dos professores de ensino fundamental, tais como escolaridade, sexo da pessoa, experiência no trabalho, aspectos geográficos e outros.

 Professores comparados a outros profissionais

Para comparar a remuneração desses professores com outros trabalhadores foram definidas duas categorias ocupacionais. "A primeira, composta por profissionais com alta qualificação profissional, que atuam na ciência e nas artes. A segunda, composta por trabalhadores de média qualificação, que atuam no setor de serviços, produção, além daqueles que são de nível técnico".

A remuneração média dos trabalhadores da produção e serviços é 4% menor em comparação aos professores. Quando são considerados os benefícios da aposentadoria, o diferencial é 30%.

"Era esperado que os professores ganhariam menos que os profissionais muito qualificados, mas não que a diferença seria tão grande entre aqueles de média qualificação", afirma Kalinca. A remuneração do professor do ensino fundamental aumenta 5% para cada ano a mais de estudo, porém esse valor é menor que os 16% dos professores da ciência e 17% dos trabalhadores da produção e serviços.

Previdência

As amostras de professores da rede pública de ensino e das categorias de trabalhadores analisadas são compostas por funcionários públicos estatutários, enquanto que a de professores da rede privada é formada por empregados com carteira assinada. Com esses determinantes, o estudo concluiu que a remuneração média dos profissionais da ciência é 178% maior em comparação à média dos professores.

Quando são consideradas as regras previdenciárias, que beneficiam professores do ensino básico com um menor tempo de contribuição para aposentadoria, o diferencial é 76%. "Levando-se em conta que o professor tem o direito de se aposentar cinco anos antes, isso é uma vantagem que pode fazer com que ele opte pelo emprego na rede pública", explica a pesquisadora.

Embora os dados da pesquisa sejam de 2006, Kalinca afirma que a tendência é que esses resultados continuem. "Há pouco foi aprovada uma lei que estipula um mínimo de salário para o professor da rede pública", aponta. "Com a medida, a diferença de salário entre o professor da rede pública e da privada vai aumentar ainda mais, podendo até se aproximar ao salário daqueles profissionais que possuem alta qualificação.

Para a professora Ana Lúcia Kassouf, orientadora da pesquisa, o aumento salarial dos professores é uma das variáveis que poderia contribuir para a melhoria da educação, "mas, ao contrário do senso comum, os dados mostram que os salários dos professores não são tão baixos quando comparados aos de outras profissões".



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h40
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Salário de professor da rede pública

 

 

Ser professor de ensino fundamental compensa?

Depende se estamos falando da rede pública ou da rede privada.

 Notícia da agência USP:

 

"Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2006 indicam que os professores de ensino fundamental da rede pública possuem salários 11% maiores do que os do ensino privado. A diferença, apurada em estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pode chegar a 38% se forem levados em conta os benefícios da aposentadoria.

O trabalho da economista Kalinca Baxter utilizou equações de rendimento para analisar os fatores que definem a remuneração desses professores, considerando o salário mensal por hora de trabalho e a aposentadoria.

A pesquisadora sinalizou os principais fatores que determinam a remuneração dos professores de ensino fundamental, tais como escolaridade, sexo da pessoa, experiência no trabalho, aspectos geográficos e outros.

 Professores comparados a outros profissionais

Para comparar a remuneração desses professores com outros trabalhadores foram definidas duas categorias ocupacionais. "A primeira, composta por profissionais com alta qualificação profissional, que atuam na ciência e nas artes. A segunda, composta por trabalhadores de média qualificação, que atuam no setor de serviços, produção, além daqueles que são de nível técnico".

A remuneração média dos trabalhadores da produção e serviços é 4% menor em comparação aos professores. Quando são considerados os benefícios da aposentadoria, o diferencial é 30%.

"Era esperado que os professores ganhariam menos que os profissionais muito qualificados, mas não que a diferença seria tão grande entre aqueles de média qualificação", afirma Kalinca. A remuneração do professor do ensino fundamental aumenta 5% para cada ano a mais de estudo, porém esse valor é menor que os 16% dos professores da ciência e 17% dos trabalhadores da produção e serviços.

Previdência

As amostras de professores da rede pública de ensino e das categorias de trabalhadores analisadas são compostas por funcionários públicos estatutários, enquanto que a de professores da rede privada é formada por empregados com carteira assinada. Com esses determinantes, o estudo concluiu que a remuneração média dos profissionais da ciência é 178% maior em comparação à média dos professores.

Quando são consideradas as regras previdenciárias, que beneficiam professores do ensino básico com um menor tempo de contribuição para aposentadoria, o diferencial é 76%. "Levando-se em conta que o professor tem o direito de se aposentar cinco anos antes, isso é uma vantagem que pode fazer com que ele opte pelo emprego na rede pública", explica a pesquisadora.

Embora os dados da pesquisa sejam de 2006, Kalinca afirma que a tendência é que esses resultados continuem. "Há pouco foi aprovada uma lei que estipula um mínimo de salário para o professor da rede pública", aponta. "Com a medida, a diferença de salário entre o professor da rede pública e da privada vai aumentar ainda mais, podendo até se aproximar ao salário daqueles profissionais que possuem alta qualificação.

Para a professora Ana Lúcia Kassouf, orientadora da pesquisa, o aumento salarial dos professores é uma das variáveis que poderia contribuir para a melhoria da educação, "mas, ao contrário do senso comum, os dados mostram que os salários dos professores não são tão baixos quando comparados aos de outras profissões".



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h35
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A saída do presidente do Banco do Brasil

 

A saída de Lima Neto do Banco do Brasil é ruim porque:

1) o BB fica sem um executivo que soube conciliar a sua função de maximizar o lucro dos seus acionistas (do governo, o acionista majoritário, e o dos acionistas minoritários) com a de cumprir a função social de aumentar os empréstimos em um momento de crise. O BB, junto com a CEF e o BNDES, foram as únicas grandes instituições financeiras que não racionaram crédito nos últimos tempos, como mostra um post anterior sobre o relatório do Bacen;

2) coloca em seu lugar Aldemir Bendini, que de gerente da agência centro de Piracicaba, no final dos anos 90, ascendeu meteoricamente à vice-presidência de Cartões e Novos Negócios de Varejo. Bendini é o cara certo, na hora certa e no lugar certo. É o cara certo porque foi o escolhido do ministro Guido Mantega. A hora é certa porque Mantega fará com que Bendini baixe a rentabildiade, ou melhor, os juros do BC. Não bastou para Mantega que Lima Neto tenha aumentado o volume de empréstimos e tenha adquirido vários bancos.  Por fim, Bendini está no lugar certo. Não me refiro a Piracicaba ou Brasília. O lugar certo de Bendini é o PT. Sua escalada ao topo foi muito rápida em relação à, por exemplo,  do  novo presidente do Bradesco, que chegou lá após muitos anos e a credencial de ter tornado a Bradesco Seguros a melhor seguradora do país.  

Os bancos alegam que o spread é alto, no Brasil, por causa da inadimplência, da cunha fiscal sobre as atividades financeiras, dos custos trabalhistas, do elevado recolhimento compulsório e da legislação que protege o devedor.

Embora estejam certos quanto à questão da legislação, os bancos se mostram na defensiva quando o assunto é concentração bancária.

Os bancos competem ferozmente entre si, não há dúvida. Mas não competem pela via da redução do spread.

A razão dos spreads altos está na teoria dos oligopólios e na teoria dos contratos. Se o spread alto é bom para todas as firmas bancárias, por que um banco deveria arriscar-se a reduzi-lo quando o efeito de tal medida seria a perda de sua rentabilidade sem a garantia da conquista de novos clientes?

Com o spread alto, mercado bancário concentrado, clientes com alto potencial de se tornarem inadimplentes e justiça que favorece os tomadores de crédito, que incentivo tem os bancos para reduzir o spread?

Fiz uma análise de balanço de um grande banco há dois anos atrás quando era analista econômico-financeiro de outro banco.

Calculei que a inadimplência deste grande banco era o equivalente a 20% do total de suas operações de empréstimo.

Ou seja, 20 milhões de cada 100 milhões que o banco emprestava ia para o ralo.

Agora, estimo que tal inadimplência, com a crise, tenha se tornado pior.

Portanto, enquanto a concentração bancária não diminuir e as leis protegerem abertamente os devedores, não há solução para o spread.

Pior, a solução imaginada por Lula e Mantega só piora os bons resultados do BB.

Os bancos concorrentes do BB, Piracicaba, Paulinho e o PT agradecem a saída do presidente Lima Neto.

  



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 04h26
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