HPE e Metodologia


 
 

Como elaborar um modelo econômico em suas horas vagas

 

Hal Varian, em 1994, quando estava em Universidade da California (Berkeley) - muito antes, portanto, de virar o principal cérebro econômico do Google - escreveu este texto:

"How to build an economic model in your spare time".

O texto foi revisado pelo autor em julho deste ano.

Ultimamente, como tem me sobrado algumas horas vagas devido à gripe A e ao consequente recesso da UFPel, li este texto e fiquei com vontade de voltar a elaborar modelos.

O Google ganhou muito ao contratar o Hal Varian.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h57
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As mãos do meu pai

 

"As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma..."

Mário Quintana (1906-1994)



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 13h05
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Coerência ideológica e consistência teórica

 

Um aluno me perguntou qual seria meu perfil ideológico.

Como não me levo muito a sério - apesar respeitar muito uns 40% das minhas idéias - fiz um pouco de humor e lhe disse que, se a ideologia não existe na grande maioria dos partidos brasileiros, ele não deveria se importar muito com a minha.

Com esta ressalva, terminei confessando que gosto de JFK, Bill Clinton, do Obama (até agora...) e dos filmes de Woody Allen.

Creio que isto me faça um liberal no sentido norte-americano do termo.

Disse também que não tenho produção acadêmica suficiente para afirmar que sou novo-keynesiano.

Posso dizer apenas que aprecio a literatura macroeconômica de N. Gregory Mankiw, Joseph Stiglitz, Mark Gertler, Ben Bernanke, Olivier Blanchard, David Romer e Michael Woodford e que li tudo o que pude de Mário Henrique Simonsen.

Estes caras são novos-keynesianos (embora a mídia leiga em Economia tenha insistido em rotular Simonsen como monetarista).

Pensando aqui com meus botões, acho que, no fim das contas, é mais fácil encontrar no exterior economistas que aliem coerência ideológica e consistência teórica.

A coerência (ideológica ou não) não é uma virtude muito apreciada pelos brasileiros.

Vejam os abraços entre Collor e Lula. O que Mantega faz e o que escreveu. O que Maria da Conceição Tavares defende hoje e o que escreveu e disse no passado.

Do Mangabeira Unger, então, nem se fala.

Na História do Pensamento Econômico há raros economistas muito inteligentes que não são ideologicamente coerentes.

O interessante é que, neles, esta incoerência resultou em criatividade e vitalidade intelectual.

Ocorre que geralmente é muito mais fácil ver a incoerência ideológica e a inconsistência teórica associada ao oportunismo e à burrice.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 23h44
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Garimpos bibliográficos: Schopenhauer e a arte de escrever

 

Em 2003, cursava o doutorado em Economia Aplicada da UFRGS e morava em um apartamento de quarto e sala (ou JK, como chamam em Porto Alegre). Nele,  tentava resolver os problemas de Microeconomia e de Macroeconomia dos livros do Carl Walsh, do Varian, do Romer e do William Scarth.

Entre tantos exercícios, nas horas vagas, me refugiava na literatura de Filosofia.

Particularmente, gostava de ler Schopenhauer (ou textos sobre a obra deste filósofo), Spinoza, Freud, Maquiavel e Nietzsche.

Incluo Freud na lista, embora este talvez não possa ser considerado como filósofo, na visão de muitos.

Devo , desde então, boa parte da minha visão atual de mundo aos escritos destes autores.

Tanto que, outro dia, com a família em um hipermercado, garimpava naquelas gôndolas com ofertas de livros diversos algo que me agradasse.

O garimpo estava difícil, até que encontrei o ótimo "A arte de escrever", um livro que reúne alguns ensaios de Arthur Schopenhauer.

Os ensaios são: "Sobre a erudição e o mundo erudito como um todo", "Pensar por si mesmo", "Sobre a escrita e os eruditos", "Sobre a leitura e os livros" e "Sobre a linguagem e as palavras".

Nestes ensaios, Schopenhauer decifra alguns vícios do pensamento humano, derruba alguns mitos sobre leitores e leitura e analisa com a perspicácia habitual os perigos e as virtudes da escrita.

Como o livro é muito barato (comprei por R$ 9,00, no Wal-Mart do meu bairro), recomendo-o a todos os interessados sobre metodologia e técnicas de pesquisa. O Buscapé diz que ele não sai por mais do que R$13,00.

Desde o clássico "Como se faz uma tese", de Umberto Eco,  eu não leio texto tão bom sobre estes assuntos.

Em posts futuros, divulgarei novos resultados dos meus garimpos em hipermercados, livrarias e sebos.

Garimpo nesta área desde 1981, quando iniciei minhas expedições pelos sebos das avenidas Rio Branco, Marechal Floriano e Nossa Senhora de Copacabana, no meu Rio de Janeiro.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 17h21
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Debate econômico maniqueísta  

 

No livro "Conversas com Economistas Brasileiros", de Ciro Bidermann, Luis Felipe L. Cozac e José Marcio Rego, da Editora 34 (1996, p. 207), os autores perguntam para o economista Mário Henrique Simonsen:

“Como vê a interpretação de Friedman e Schwartz sobre a Grande Depressão, reduzindo-a  a fenômeno puramente monetário?”

Resposta de Simonsen:

“Eu acho que a interpretação do Friedman é complementar. A interpretação do Friedman tem muita coisa de verdade. Ele observa que a Grande Depressão começou quando houve o pânico bancário nos Estados Unidos, em 1931, e o Banco Central deixou que os meios de pagamento se contraíssem. Houve o pânico  e então esse pânico  realmente transformou aquela grande recessão em grande depressão. Qual é a diferença disso em um raciocínio keynesiano? O raciocínio keynesiano diz que faltou um seguro de depósito, porque o mercado tem informação imperfeita, tem assimetria de informação. Portanto, teria que ser regulado pelo governo através de um seguro de depósito. Aí juntam-se as duas teorias e é muito difícil dizer que a interpretação do Friedman está errada ou que a interpretação do Keynes está errada. Elas são muito complementares.

Há um grande antagonismo ideológico, quer dizer, a maioria das pessoas que detesta a intervenção do governo prefere Friedman, porque ele não fala em nenhum momento em necessidade de intervenção do governo; as pessoas que gostam de intervenção do governo ficam com Keynes.

Mas racionalmente é muito difícil separar as duas interpretações.”

Simonsen ficou com a injusta  fama de ser monetarista e ortodoxo.

Isto é em parte culpa da mídia e em parte culpa de economistas políticos que não tinham sequer parte de seu talento analítico e conhecimento da teoria econômica.

Em parte, também, culpa da pouca sofisticação de nosso debate econômico. Ele ainda insiste em separar economistas heterodoxos de economistas ortodoxos, como se só existissem estas duas categorias na história do pensamento econômico. 

Na verdade, Simonsen era um economista novo-keynesiano.

É isto que se depreende da leitura de seus livros. Principalmente da leitura de "Macroeconomia" e de "Ensaios Analíticos" (este último é uma obra-prima).

Simonsen foi presidente do Mobral, assessorou Octavio Gouvêa de Bulhões e Roberto Campos na arquitetura de várias instituições ainda vigentes no país e apoiou o Plano Real quando ele era conhecido como Plano Larida (pelo fato de ter sido inicialmente concebido por André Lara Resende e Pérsio Arida). Resende,  Arida e Francisco Lopes tinham participado do Plano Cruzado e não eram vistos como economistas ortodoxos. O Plano Real, em sua origem, era visto como um plano heterodoxo, como bem detalha o livro "300 dias no Bunker", de Guilherme Fiuza.  

Ele pertence a uma linhagem de macroeconomistas novos-keynesianos da qual pertencem Rudiger Dornbusch, Olivier Blanchard, David Romer, N. Gregory Mankiw, William Scarth entre outros.

Criticou a hipótese de expectativas racionais de Robert Lucas e fez Thomas Sargent reconhecer os erros de matemática de seu livro “Macroeconomic Theory” (1979). Lucas e Sargent são considerados macroeconomistas neoclássicos.  

Há uma excelente explicação da economia novo-keynesiana no “The Concise Encyclopedia of Economics”.

Quem assina o verbete “New Keynesian Economics”  é N. Gregory Mankiw.

Estão lá alguns dos principais conceitos da economia novo-keynesiana, tais como custos de menu, salários de eficiência, falhas de coordenação, sticky prices etc.

No Brasil, Simonsen ficou identificado com a ortodoxia. No entanto, seu pensamento está próximo do novo-keynesianismo.

As classificações que fazem parte dos livros de História do Pensamento Econômico não se prendem, de forma maniqueísta, a apenas duas categorias.

Mas é assim que o jornalismo econômico brasileiro ainda divide nossos economistas: heterodoxos ou ortodoxos.

A leitura de bons livros de História do Pensamento Econômico ajudaria muito a formação de nossos jornalistas econômicos.

Keynes dizia que o conhecimento da história do pensamento é uma etapa necessária à emancipação da inteligência. 

O raciocínio simétrico é verdadeiro: a ignorância da história do pensamento contribui para  o empobrecimento do debate econômico (inclusive na academia).



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 15h29
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Aulas grátis de Econometria e Finanças Computacionais

 

Você compreende inglês?

Gosta ou precisa aprender (ou rever) rapidamente os conceitos básicos de Econometria e Estatística?

Tem domínio razoável do Excel?

O prof. David Harper disponibilizou algumas aulas no You Tube.

As aulas, separadas por tópicos, são as seguintes:

Tem mais aulas de Finanças Computacionais com o uso do Excel aqui.

Boas aulas!



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 13h26
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Errata

 

No post abaixo, citei Carlyle como filósofo.

O leitor Jonas Andrade me alertou que Thomas Carlyle era escritor satírico e ensaísta.

Ao contrário, contudo, do que o Jonas também apontou, a tradução de "dismall science" não precisa necessariamente ser a costumeira tradução literal: "ciência lúgubre".

Talvez a tradução costumeira até seja mais apropriada, pois o culto Leonardo Monasterio a utilizou em um post.

Mas o significado da palavra "lúgubre", segundo o Dicionário Caldas Aulete me informa, é:

  1. Que é sombrio, triste, soturno (lugar lúgubre) [ Antôn.: alegre.]
  2.  Que infunde tristeza ou pavor (sons lúgubres); MELANCÓLICO; PAVOROSO
  3.  Ref. à morte ou aos mortos; FÚNEBRE; FUNÉREO.

Optei pelo didatismo da palavra "tristonho" ao invés da elegância um tanto árida da palavra "lúgubre". 

Fiz isto pelo fato de o blog ser lido por alunos e ex-alunos meus.

Mas reconheço que dizer que Carlyle era filósofo é imperdoável e merece correção.

Obrigado pelo aviso, Jonas.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 18h41
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Ano novo

 

Para você, leitor, que gostando ou não dos meus posts, lê o que eu escrevo - e isto já me basta;

e por aturar meu texto às vezes excessivamente técnico, imagino que goste tanto ou mais do que eu desta ciência que Carlyle um dia chamou de tristonha (não conhecia Economia a fundo...);

e que torce para que o país continue a desenvolver-se pelos anos necessários para que as gerações futuras tenham uma herança bendita e Educação e orgulho para a reconhecê-la como tal...

... desejo um ano-novo pleno de saúde, paz e realizações. 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 05h07
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Vereadores? Conta outra.

 

Marcelo Tas mostra o que fazem alguns vereadores de São Vicente (São Paulo).

Numa entrevista de 2003, Eduardo Gianetti da Fonseca criticou o excesso de vereadores (e, conseqüentemente, de gasto público).

Londres, na época, não tinha nenhum vereador.

Ituiutaba (que não sei onde fica) tinha 17.

Querem aumentar o número de vereadores?

Bem, leitor, a equação é simples:

Mais vereadores = gasto público + ociosidade + politicagem + propinas - eficiência - transparência + corrupção.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 13h06
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Roteiro dos sebos em São Paulo e no Rio

 

Não sou consumista. Ou melhor, meu lado consumista é do tipo traça: aparece apenas em livrarias e sebos.

Por isso, quando visito uma cidade, sempre que posso eu procuro logo saber onde se localizam estas lojas.

Na região central de São Paulo, por exemplo, o roteiro de sebos é este.

No Rio de Janeiro, o roteiro de livrarias do centro histórico é este.

Enquanto o livro de Antônio Carlos Secchin (Guia dos Sebos nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo) não é publicado, ficamos com estas duas listas.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 10h37
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Deu na TV Cultura

 

Notebook na mão, provas corrigidas do lado, planilha do Excel à minha frente, madrugada na janela e TV Cultura no vídeo.

Antônio Abujamra, com aquele ar de "intelequitual"- como diria o intelectual Millôr Fernandes - entrevista a jornalista Kátia Ferreira (que eu não sabia quem era).

Aí vem aquelas uma daquelas perguntinhas pseudo-filosóficas do Abujamra:

- Ordem ou caos?

Ao que Kátia responde de bate-pronto:

- Caos, claro!

O diabo é que não encontro o controle remoto... 



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 00h04
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Recebe o afeto que se encerra...

 

Hoje é o dia da bandeira.

Nasci em um tempo em que os professores ainda obrigavam os alunos a decorar os hinos nacional, da bandeira e da independência.

Não perdi nada em aprendê-los de cor.

Mas não sou nem mais nem menos patriota por isto.

Observando Protógenes, Dantas, Valério, Dirceu, Cacciola et caterva, cada vez mais me convenço que há uma grande diferença entre ser patriota e ser nacionalista.

Desconfio dos nacionalistas e gosto dos patriotas.

Quem são os patriotas?

No nosso Brasil que  acabou por virar "esse país", é patriota quem simplesmente segue os dez mandamentos e é favorável a qualquer medida que favoreça à humanidade e que não prejudique os brasileiros.

O nacionalista é freqüentemente xenófobo e se vale dos supostos interesses nacionais para obter vantagens pessoais ou mesquinhas.

Em geral, o nacionalista é também moralista e tem pinta de honesto.

Mas suas opiniões, sob o crivo de um olhar mais perspicaz, são suspeitas. 

O patriota pode ser cidadão do mundo e ser francamente crítico da situação social, econômica ou política de seu país.

Suas opiniões são, não raro, ouvidas.

Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa são nacionalistas.

Ingrid Betancourt, José Goldenberg, Miguel Nicolelis e Mayana Zatz são patriotas.

Dona Ruth Cardoso e o saudoso Jefferson Peres também eram.

Em geral, para o bem e para o mal, a maioria dos patriotas odeiam política e burocracia.

Por isso, eles se refugiam na Ciência, nas profissões liberais, nas Artes ou em qualquer atividade em que o cinismo e o pensamento mesquinho dos nacionalistas não prosperem.

Por fim, há também os corporativistas.

Eles carregam os mesmos defeitos dos nacionalistas, porém atuam em um espaço geográfico mais delimitado.

Estão nas empresas (públicas e privadas), em órgãos representativos de classe, em sindicatos, em partidos políticos, na cartolagem dos times de futebol etc.

Seu pensamento não vai além dos estreitos limites de seus egos interesseiros.

Seus interesses egoístas (e por isso mesmo anti-patrióticos) são prontamente transformados em interesses da sua empresa, da classe, do seu sindicato etc.

O nacionalista transforma seus interesses egoístas em interesses nacionais e, neste ponto, por paradoxal que pareça, é até mais ousado e menos covarde do que os corporativistas.

De qualquer modo, é da ação dos patriotas que depende o futuro da nação.

É é, simbolicamente, por eles que a bandeira nacional é queimada e trocada a cada dia 19 de novembro.  



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 00h45
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Antes tarde...

 

...do que nunca e prevenir é melhor do que remediar.

Da reportagem do Folha On Line:  Rio fará, neste sábado, sua primeira grande ação contra epidemia da dengue.

Espero poder, no próximo verão, verificar quais os resultados desta iniciativa do governo do Rio.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h07
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Barack Obama chegou lá

 

"Eu fui ao topo da montanha.

Vi o outro lado.

Mas não pude chegar lá.

Você poderá."

São palavras  proféticas de Martin Luther King citadas pelo jornalista  William Waack.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 18h06
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Os atuais inquilinos

 

Esta é boa para traduzir para o inglês e enviar em um e-mail para o Bush, com cópia para o pessoal de Wall Street:

"O Congresso é a casa do povo.

Difícil é despejar os atuais inquilinos...".

Autores: humoristas do Casseta e Planeta.



Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 23h49
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