A Lei e a Copa

 

 

Editorial do Jornal Brasil Econômico (edição de 31/10/2009):

"Responsabilidade fiscal na Copa do Mundo

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou dias atrás a informação de que disponibilizará uma linha de crédito de até R$ 400 milhões para cada uma das cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2014.

Seria uma espécie de salvaguarda pública para o caso de uma determinada sede não conseguir reunir investidores privados em quantidade suficiente para bancar a construção das arenas.

O problema, conforme mostra a reportagem em destaque nesta edição do Brasil Econômico, é que muitos estados - a maioria, por sinal - atingiram o limite máximo de endividamento e só obteriam o empréstimo caso passassem por cima da Lei de Responsabilidade Fiscal.

É aí que está todo o risco. Detestada por governantes que adorariam torrar dinheiro público sem jamais ter que prestar contas disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal é um dos instrumentos legais mais importantes feitos no Brasil dos últimos anos.

Baixada em maio de 2000 (no governo Fernando Henrique Cardoso, portanto) ela foi um marco importante na luta pela disciplina dos gastos públicos.

Estabeleceu um teto para o endividamento nas três esferas de poder e penas para aqueles que ultrapassassem os limites.

A partir dela, os políticos passaram a ter noção de que o gasto responsável do dinheiro público não é uma opção, mas uma obrigação. Mesmo com ela, nem todos praticam esse preceito. 

Os benefícios que trouxe ao país são inegáveis - mas ainda incompletos.

Muitos políticos ainda insistem em considerar que seus projetos são mais importantes do que a necessidade de racionalizar os gastos públicos.

Uma Copa do Mundo é um argumento e tanto para os que desejam eliminar esse controle tão fundamental.

A sociedade precisa estar atenta e impedir que isso aconteça."

 



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 12h42
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Poema de finados




Amanhã que é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.

Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.
Não pelo pai, mas pelo filho:
O filho tem mais precisão.

O que resta de mim na vida
É a amargura do que sofri.
Pois nada quero, nada espero.
E em verdade estou morto ali.




Manuel Bandeira (1886-1968)

 

 



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 18h34
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Meu perfil
BRASIL, Sul, PELOTAS, LARANJAL, Homem


Histórico
Categorias
Todas as mensagens
Macro e Economia Internacional
Citações, notícias, dicas etc.
HPE e Metodologia
Economia computacional
Microeconomia


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
A Mão Visível
Blog do Adolfo
Blog do Alon
Blog do Leonardo Monastério
Blog do Noblat
Cenário Econômico (blog anterior)
De Gustibus non Est Disputandum
De Rerum Natura
Ecoblogs
Departamento de Economia da UFPEL
Economia e Finanças
Economia em Debate
Economia Exposta
Econosheet
Greg Mankiw`s Blog
Homo Econometricum
Joelmir Beting
Liberal, Libertário, Libertino
Liberdade Econômica
Lucia Hippolito
Macroblog
Mahalanobis
Maria Clara R. M. do Prado
Millôr On Line
Neuroeconomia
Pura Economia
Quero mais Brasil
Rabiscos Econômicos
Temas em Economia
Add to Technorati Favorites" target="_blank">Technorati
The Becker-Posner Blog
Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Visto da Economia
A outra face da moeda
Economia prática