Teoria dos Jogos

 

Um artigo da revista The Economist sobre a teoria dos jogos.

O artigo - intitulado "It`s only a game" - é de 15/06/1996.

Sua leitura ainda é proveitosa.



Categoria: Microeconomia
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 15h32
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O otimismo prudente de Ben Bernanke

 

Publicado no site do UOL Economia (os grifos são meus):

 

Bernanke diz que o mundo evitou o pior e segue rumo à recuperação

 

"Washington, 21 ago (EFE).- A intervenção vigorosa e coordenada dos bancos centrais há um ano evitou que a crise financeira mais grave desde a Grande Depressão fosse pior e encaminhou o mundo rumo à recuperação, afirmou hoje o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke.

Bernanke fez tal afirmação durante a reunião anual de bancos centrais na cidade de Jackson Hole, no estado americano do Wyoming. O encontro é fechado para a imprensa, mas o texto de seu discurso foi divulgado pelo Fed.

A fala do presidente do banco central americano e os dados que mostram que as vendas de casas aumentaram em julho pelo quarto mês consecutivo provocaram nos mercados uma baixa do preço dos bônus do Tesouro dos Estados Unidos. Por outro lado, a rentabilidade, que serve como indicador da evolução futura das taxas de juros, subiu após um mês de baixas.

"Desde que nos reunimos aqui no ano passado, o mundo passou por sua crise financeira mais grave desde a Grande Depressão", originada pelo "crack" da bolsa de Nova York em 1929, disse o presidente da Fed.

"A crise causou uma profunda recessão global da qual começamos a sair há pouco tempo", acrescentou Bernanke, para quem o impacto econômico foi grave, "mas certamente poderia ter sido muito pior".

O presidente do Fed enfatizou as respostas dadas por Governos e bancos centrais depois da explosão da crise em setembro de 2008 com o colapso do banco Lehman Brothers e de outras entidades financeiras, como Fannie Mae e Freddie Mac, do ramo de hipotecas, da seguradora AIG, e dos bancos Merril Lynch e Wachovia.

Na segunda-feira, o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, declarou que a recuperação começou após a recessão iniciada nos EUA em dezembro de 2007.

Entretanto, Blanchard advertiu que não devem ser esperadas "taxas de crescimento muito altas, já que a mudança de rumo não será simples".

No mês passado, o FMI calculou que a economia mundial crescerá 2,5% em 2010, após uma contração de 1,4% neste ano.

Por sua vez, o grupo de estudos americano Conference Board assinalou ontem que seu índice de indicadores econômicos subiu pelo quarto mês consecutivo e que isto, combinado com a primeira leitura positiva dos indicadores, sugere que "a recessão chegou ao fundo do poço".

Bernanke afirmou hoje diante de seus colegas que, sem as intervenções rápidas e coordenadas entre os bancos centrais, "o pânico de outubro passado teria se intensificado, mais empresas do ramo financeiro teriam quebrado e todo o sistema financeiro global correria grave perigo".

Ao contrário do que aconteceu nos anos 30, "quando os Governos eram, em grande medida, passivos e as divisões políticas dificultavam a cooperação econômica e financeira internacional, durante o último ano, as políticas monetárias, fiscais e financeiras no mundo todo foram enérgicas e complementares", afirmou.

"Uma lição clara do ano que passado é que uma crise financeira violenta pode cobrar um preço enorme em termos humanos e econômicos", disse Bernanke, ao acrescentar que "uma segunda lição foi que as tempestades financeiras não respeitam fronteiras. Esta crise foi global".

O mundo "começa a emergir" da recessão econômica, sustentou o presidente do Fed.

"Após uma contração aguda durante o ano passado, a atividade econômica aparentemente está se estabilizando, tanto nos EUA, quanto em outros países, e as perspectivas de um retorno ao crescimento em curto prazo parecem boas", disse.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, indicou na quarta-feira que a economia de seus 30 países-membros, que sofreu contração de 2,1% entre janeiro e março, parou de retroceder no segundo trimestre, mas também não avançou. ".



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 14h11
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A fiscala do Sarney

 

Do You Tube, um vídeo do programa "Viva o Gordo" do tempo do Plano Cruzado (quando o Sir Ney conseguia enganar o povo brasileiro):

 

 



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 23h08
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Curso de Macroeconomia no You Tube (partes 4 e 5)

 

Abaixo, a quarta, a quinta e a sexta partes do curso de gráficos de Macroeconomia disponível no You Tube.

  

 

 



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 21h11
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Macroeconomia: aprender fazendo

 

Teoria econômica (macroeconomia e microeconomia) se aprende resolvendo exercícios, lendo artigos da área e traçando/interpretando gráficos.

A leitura de artigos de revistas, sites e jornais de grande circulação ajuda a entender um pouco de política econômica.

Mas não há substitutos para o estudo dos manuais clássicos e para a leitura dos artigos acadêmicos da área.

Um livro de  teoria econômica, dizia Rudiger Dornbusch, deve ser lido com lápis, borracha e um caderno de anotações do lado.

Dornbusch chamava este método de "aprendizado ativo".

Devia saber o que estava dizendo, pois escreveu com Fischer e Statz um dos mais bem-sucedidos manuais de macro de todos os tempos.

Para os interessados em macroeconomia (em particular os meus alunos do curso de macro do Mestrado em Organizações e Mercados da Universidade Federal de Pelotas),  mando uma dica do blog Theoria et Oeconomia:  no site da Universidade de Gotemburgo (Suécia) tem  um arquivo em pdf com alguns exercícios resolvidos do livro de Macro avançada do David Romer.

O livro - que é o mais utilizado manual de macro avançada do mundo - está disponível na Amazon.

O website do David Romer é este.



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 20h56
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O que fazer com nossa indignação?

 

O professor Duilio Berni me perguntou há uns posts atrás: o que fazer com nossa indignação?

Muito pessoalmente, creio que um debate sobre o fim do voto obrigatório seria mais importante do que debater a reforma política, posto que a discussão sobre esta última, no Brasil, tem sido nos últimos anos tão caudalosa quanto inútil.

Ocorre que não existe - neste país em que a estratégia política mais vitoriosa, desde o fim da ditadura, vem sendo o alinhamento irrestrito com o governo - nenhuma liderança crível que esteja disposta a gastar capital político com uma proposta politicamente incorreta. 

Infelizmente, pois tenho a convicção de que o fim do voto obrigatório aumentaria o poder de decisão dos eleitores com maior nível de escolaridade e informação (que formam a opinião dos eleitores menos escolarizados e informados).

Além disso, reduziria a  assimetria de informação no, por assim dizer, "mercado eleitoral".

É essa assimetria de informação que faz com que haja uma relação simbiótica perversa entre eleitores com baixa escolaridade e com pouquíssima informação e candidatos picaretas (fisiologistas, nepotistas, corruptos, corruptores, demagogos et caterva).

Políticos possuem institinto de preservação do próprio poder.

Esta preservação é em boa parte decorrência de:

  • regras (tem regras?) por meio das quais o jogo político é jogado;
  • sua reputação junto ao seu eleitorado;
  • sua reputação junto ao seu partido;
  • sua reputação junto à classe política;
  • sua condição econômico-financeira;
  • sua capacidade de formação de alianças com indivíduos que também possuam poder (presidentes de estatais, ministros etc.);
  • seu carisma pessoal;

Repare, leitor, que é preciso ter muita vontade de arriscar capital político para defender uma proposta que contraria vários interesses como a do fim do voto obrigatório.

É por isso que me limito a deixar crescer meu bigode virtual (que cortarei, em breve, pois Sir Ney não durará muito...) e a propor idéias aqui no blog ("ideas shape the course of history", como dizia Keynes).

Estivesse em Curitiba e teria participado disto.

No meu Rio de Janeiro, em Copacabana, faria isto.

Aos vinte, fui cara-pintada em Curitiba.

Aos quinze, vi o comício das Diretas na Cinelândia, no Rio de Janeiro.

Por causa disto, não participo de passeatas virtuais no Twitter (o cúmulo do comodismo político).

O Twitter, os sites e os blogs servem para reunir gente em passeatas reais, com camisetas pretas, gritos na garganta e faixas.

Acredito que a transformação dos costumes políticos virá, se vier, pela batalha diária nas salas de aula e pela ação vigorosa da mídia.

Tento sublimar minha indignação tentando melhorar a parte que me cabe do nosso capital humano.

Pelas ótimas referências que tenho do professor Duílio Berni e pelos ótimos posts que publica em seu blog, sei que ele também faz isto no seu dia-a-dia.

No mais, espero que as passeatas de sábado do Movimento Fora Sarney cheguem à Pelotas.



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h10
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