Dianne Reeves e César Camargo Mariano

 

Dianne Reeves, talvez a maior cantora do jazz atual, cantou ontem em São Paulo.

Abaixo, do You Tube, um vídeo de 1997 com a cantora se apresentando no Heineken Concerts.

Ela é acompanhada por César Camargo Mariano no piano, Romero Lubambo no violão, Leo Transversa no contrabaixo, Mark Walker na bateria, Michael Brecker no saxofone.

 

 



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Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 03h15
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Um faquir com apetite por cargo$$

 

O que pode acontecer no Senado em uma quarta-feira à noite, poucas horas antes de um jogo decisivo do Corinthians (com Ronaldo)?

O que pode acontecer no Senado nesta mesma quarta-feira, véspera de jogo da seleção brasileira (com Kaká)?

Isto:

Reportagem de Cláudia Andrade do UOL Notícias:

"Senado aprova PEC e abre caminho para aumento do número de vereadores

 

Atualizado às 20h42

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17) a chamada PEC (proposta de emenda à Constituição) Paralela dos Vereadores. Um acordo entre os líderes possibilitou a votação da proposta em dois turnos na mesma sessão ordinária. Agora o texto será enviado para análise na Câmara dos Deputados.

A aprovação em segundo turno ocorreu com 56 votos a favor e 6 contrários. O resultado foi comemorado por vereadores que acompanhavam a discussão no plenário do Senado. A votação do texto deverá abrir caminho para a ampliação do número de vereadores no país, que já tramita na Câmara dos Deputados e deverá ser analisada em conjunto com o texto aprovado nesta quarta.

A proposta cria faixas de gastos de acordo com a população de cada município. As despesas das Câmaras Municipais de localidades com até 100 mil habitantes não poderão ultrapassar 7% da receita tributária. No caso de municípios com mais de 8 milhões de habitantes, o limite para despesas é de 3,5% da receita tributária (veja tabela). A conta inclui os subsídios destinados aos vereadores e exclui os gastos com inativos.

 

O QUE MUDA COM A PEC DOS VEREADORES

População

Percentual atual

Novo percentual

Até 100 mil habitantes

8%

7%

De 100.001 a 300.000 habitantes

7%

6%

De 300.001 a 500.000 habitantes

6%

5%

De 500.001 a 3 milhões de habitantes

5%

4,5%

De 3.000.001 a 8 milhões de habitantes

5%

4%

Acima de 8 milhões de habitantes

5%

3,5%



Mais vereadores


Os deputados aguardam a decisão dos senadores para analisar outra PEC relacionada às Câmaras Municipais, a que aumenta em mais de 7 mil o número de vereadores no país. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) disse que a matéria deverá ser analisada por uma comissão especial antes de ser votada pelo plenário, também em dois turnos.

Para o senador Valter Pereira (PMDB-MS), a medida tem "caráter de austeridade, já que vai reduzir gastos de numerosas Câmaras Municipais". Ele acredita que a aprovação da PEC facilitará a promulgação do texto que aumenta o número de vereadores "porque está reduzindo os gastos atuais e a expectativa de gastos".

Tião Viana (PT-AC) manifestou-se contrariamente à proposta por discordar do aumento no número de vereadores. Para ele, com mais vereadores, uma eventual redução de gastos ficaria sem efeito. "Os deputados já afirmaram que a promulgação da PEC que aumenta o número de vereadores dependeria desse ajuste aqui. Lamento que estejamos diante desse embate".

No final do ano passado, o Senado aprovou um texto único, que tratava tanto do aumento no número de vereadores como dos ajustes de despesas. Contudo, houve impasse em relação ao repasse das receitas dos municípios para as Câmaras. A divergência gerou uma crise entre as duas Casas, depois que a Câmara recusou-se a promulgar o texto enviado pelos senadores, por ter sido alterado. O Senado chegou a entrar com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo a promulgação - a ação foi retirada posteriormente. A PEC então foi desmembrada, com a parte referente ao número de vereadores sendo analisada separadamente da questão das despesas.

As várias sessões de discussão e votação da matéria no Senado, tanto na Comissão de Constituição e Justiça como no Plenário, foi marcada pela pressão de vereadores por sua aprovação. O suplente de vereador Aroldo de Azeredo (PSB), de Itiúba (BA), chegou a fazer greve de fome em apoio à proposta. "

 

Nessas horas eu fico aqui pensando: por que nenhum político ou cidadão de bem faz uma, digamos, "ação afirmativa de apetite" contra esta greve de fome deste faminto suplente de vereador?

 

Alguém bem que poderia ficar perto dele comendo uma picanha fatiada, tomando um chopp, batendo um prato de feijoada, sorvete de sobremesa...

 

Se ele faz greve de fome por cargo (que para ele é sinônimo de dinheiro), por que alguém não pode fazer um banquete na frente dele para evitar o aumento de gasto público?



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Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h25
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Novo blog: Theoria et Oeconomia

 

O Theoria et Oeconomia, meu novo blog, já está na rede.

O objetivo deste segundo blog é disseminar o conhecimento da teoria econômica (macroeconomia e microeconomia), métodos quantitativos e economia computacional.

Nele, o leitor encontrará:
  • Exercícios resolvidos dos principais livros manuais do mundo sobre teoria econômica, métodos quantitativos e economia computacional.
  • Apresentação de modelos econômicos.
  • Links para páginas de economistas teóricos, para blogs e para o ranking dos 20% dos economistas mais produtivos da pesquisa econômica brasileira ;
  • Dicas sobre Economia Computacional (uso do Matlab, Excel e Mathematica aplicados à Economia e Finanças).  

Inicialmente, tentarei atualizá-lo semanalmente e os posts sobre economia computacional do Cenário Econômico (os que já foram e os que serão publicados) sairão também no  Theoria et Oeconomia.

Os posts do Cenário Econômico seguem em ritmo normal.



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Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 18h34
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É apenas o começo...

 

"O sistema financeiro começa a se curar. O crédito começa a melhorar. É apenas o começo. É longo o caminho a percorrer."

Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano

Quando: 27/05/2009

Transcrição da notícia da agência Estado (os grifos são meus):

Para Geithner, é cedo para tirar estímulo a economias

"LECCE, ITÁLIA - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, advertiu neste sábado que é muito cedo para dar início a uma processo de retirada do estímulo oferecido às economias para impulsionar o crescimento, mas que os governos têm que assumir o compromisso de retomar a solidez fiscal quando a crise terminar. Após reunir-se com ministros das finanças do G-8, Geithner afirmou que o foco principal do grupo e do G-20 deve continuar sendo o crescimento. "Precisamos reforçar a demanda global e continuar a construir as bases para uma recuperação duradoura", disse em discurso preparado. "É muito cedo para mudarmos para uma política restritiva", observou.

Geithner afirmou que a economia global não atingiu "o ponto em que podemos dizer que há uma recuperação em andamento", afirmou. Entretanto, Geithner afirmou que o retorno ao crescimento "será mais forte e sustentável se deixarmos claro hoje como iremos voltar à sustentabilidade fiscal quando a tempestade finalmente tiver passado".

Ele minimizou comentários sobre diferenças de opinião entre as autoridades do G-8 sobre o momento e o tipo de políticas que devam ter utilizadas para trazer os déficits de volta ao controle, citando haver "apoio na mesa para uma estratégia básica".

Geithner mais uma vez declarou que a administração norte-americana está comprometida em tomar o caminho da sustentabilidade fiscal, prometendo uma rápida redução dos déficits a partir de 2011. O aumento das preocupações sobre o nível da dívida norte-americana provocou queda nos preços dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o dólar foi duramente prejudicado no começo da semana pela declaração da Rússia de que irá diminuir a posição de suas reservas internacionais em títulos do Tesouro dos EUA. A Rússia disse que compraria US$ 10 bilhões em bônus emitidos pelo FMI com os recursos liberados pela redução da parte em Treasuries, títulos do Tesouro dos EUA.

Entretanto, o ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, negou a informação após reunir-se com Geithner ontem, afirmando não esperar "qualquer mudança relevante na política" russa em relação aos papéis denominados em dólares no próximo ano. Geithner afirmou que não houve uma "discussão significante" sobre a questão com os ministros do G-8, incluindo em seu encontro bilateral com Kudrin.

Quando perguntado sobre a alta do juro dos Treasuries e dos preços das commodities, Geithner afirmou que a força "dominante" dos mercados financeiros nos últimos meses tem refletido uma "bem-vinda redução das agudas preocupações" com a ameaça de uma recessão mais severa, de deflação e de problemas financeiros sistêmicos. As informações são da Dow Jones. "



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Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 00h23
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Dica de Economia Computacional

 

Dica para quem gosta de Economia Computacional e Microeconomia: o Hal Varian deixou os notebooks para o software Mathematica do seu livro texto VARIAN, H.  Microeconomic Analysis. W. W. Norton and Company, 1992 (terceira edição).

O leitor pode obter o arquivo no link ftp://all.repec.org/RePEc/cod/html/Mathematica/varian.tar.gz.

Ou pode ir na página http://ideas.repec.org/c/cod/mathem/varian.html.



Categoria: Economia computacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h17
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One flight down

 

No You Tube, Norah Jones canta "One Flight Down" em um show em Nova Orleans (a cidade do jazz).

 



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Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h07
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Solidez bancária

 

A reportagem abaixo, de Daniela Machado, da agência Reuters, reforça a noção de que nosso sistema financeiro está sólido.

"Relatório do BC aponta resistência de bancos brasileiros

SÃO PAULO (Reuters) - Os bancos brasileiros mostravam, no final do ano passado, "elevada resistência" às oscilações no risco de crédito e nas taxas de juro e de câmbio, apontou o Banco Central em relatório semestral sobre o sistema financeiro divulgado nesta sexta-feira.

O Relatório de Estabilidade Financeira mostrou que, apesar da piora da crise global, o Índice de Basiléia subiu durante o segundo semestre do ano passado, de 15,5 para 17,5 por cento.

O índice, baseado na relação entre o patrimônio de referência dos bancos e o risco assumido por eles, deve ser de no mínimo 11 por cento no Brasil.

"O teste de estresse demonstrou que somente um cenário extremo, que combinasse choques nas taxas de juros, de câmbio e elevação de risco de crédito, faria com que o universo analisado apresentasse um índice médio de Basiléia inferior aos 11 por cento", informou o BC em nota.

Neste cenário, o índice atingiria 10,7 por cento --que ainda é superior ao recomendado internacionalmente, de 8 por cento.

O BC ponderou, no entanto, que "a priori" a elevação do Índice de Basiléia não pode ser tomada como uma melhora na capitalização dos bancos --já que "contribuíram para essa melhora mudanças normativas ocorridas no segundo semestre".

O relatório do BC avaliou ainda que, durante o período mais agudo da crise financeira internacional, não foram detectados eventos que acarretassem mudança nas estratégias organizacionais das instituições brasileiras.

"As decisões sobre aquisição, associação ou fusão ocorridas no segundo semestre decorreram de eventos iniciados antes da crise", acrescentou o BC.

O BC acrescentou que os bancos pequenos foram os mais afetados pela crise.

"Num período superior a um mês, a liquidez desse segmento foi 10 por cento inferior ao estimado para suportar situações de estresse de liquidez", mostrou o relatório, acrescentando que as medidas adotadas pelo governo ajudaram na melhora das condições do sistema.

Os testes de estresse são realizados mensalmente pelo BC com mais de 100 instituições e visam avaliar a solvência de cada instituição após a aplicação de cenários distintos."



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 21h57
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