Obrigado, leitor

 

O blog atingiu a marca de 31 mil visitas desde 02/10/2005. 

Comecei a escrever, em 02/10/2005, um blog que se chamava "Quid Novi in Oeconomia?". 

Depois ele passou a se chamar "Cenário Econômico".

De 02/10/2005 a 14/10/2006, o blog anterior recebeu 11.199 visitas. 

Parei de postar no período de 15/10/2006 a 09/06/2007 .

Voltei a postar 10/06/2007.

De lá para cá foram 20 mil visitas.

Nunca fiz e-mail marketing destes dois blogs ou nenhuma promoção de qualquer tipo.

Comento que os escrevo, eventualmente, com alunos e com amigos. 

Os blogs foram descobertos aos poucos pelos leitores, graças à expansão da banda larga e da internet de 2005 para cá.

Por nunca ter divulgado o blog para meus amigos e contatos, considero 31 mil visitas uma marca razoável.

Mas o que me deixa feliz é saber que meus leitores possuem um grau de conhecimento sobre Economia bem acima da média do que muitos economistas possuem.

Embora nunca tenha buscado notoriedade ou fama escrevendo blogs, me orgulho de saber que tenho alguns leitores mais inteligentes do que eu. 

Prefiro realmente ter o prestígio destes leitores do que pretender ser uma celebridade da blogosfera. 

Sem proseltismo, não aprecio nem um pouco esta cultura de celebridades instantâneas em que vivemos.

Considero melhor ter algum prestígio a médio ou longo prazos, do que ser celebridade no curto.

Tão fácil ser celebridade hoje em dia...

Faz-se um blog bonito em meia hora.

Compra-se a sessenta reais uma lista com milhares de e-mails. 

Escreve-se alguns posts com muito "conteúdo" e pouca reflexão.

Por fim, envia-se e-mails e torpedos  para tantas pessoas quanto a vaidade de ser comentado, ser visto, ser ouvido e ser lido puder fazer  com que os dedos digitem e cliquem.  

É pelo respeito que tenho à sua inteligência, leitor, e pelo orgulho de escrever para quem aprecia e alcança uma visão analítica e o menos  ideológica possível dos fatos econômicos, que espero continuar por um bom tempo postando.

Muito obrigado por ler o blog.



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h05
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Como fazer média com a poupança e congelar uma jaboticaba

 

 

Com as alterações nas regras da poupança, as contas que possuem saldo maior do que R$ 50 mil pagarão imposto de renda sobre os rendimentos a partir de 1º de janeiro de 2010.

 

Nada muda para quem possui uma conta com menor valor do que esta.

 

Nada muda também com o cálculo da TR, taxa que remunera os depósitos em poupança.

 

Como a tributação inicia-se em 1º de janeiro de 2010, o contribuinte e aplicador da caderneta só pagará o IR em 2011.

 

As alíquotas do IR sobre as aplicações de renda fixa (CDBs, fundos de investimento e títulos públicos) poderão ser reduzidas dos atuais  22, 5%, em alguns casos, para 15%, até o fim deste ano.

 

A perda do rendimento para quem possui mais de R$ 50 mil (cerca de 894 mil aplicadores em contas de poupança) poderá atingir 2 pontos porcentuais. A mudança torna os fundos de investimento em renda fixa menos desinteressantes. Poderá interromper a migração dos recursos dos fundos de investimento para as cadernetas de poupança.

 

Estes são os fatos.

 

Contudo, por que o governo manteve a isenção tributária para quem possui menos do que R$ 50 mil?

 

Simplesmente para evitar o desgate político em período eleitoral (o ano de 2010, no qual as novas regras passarão a vigorar).

 

Por que defendeu a indústria de fundos de investimento da competição com a caderneta de poupança?

 

Para evitar a escassez de recursos emprestáveis para as empresas (financeiras e não-financeiras) e para o próprio governo. Afinal, servem para isso os fundos de renda fixa, a despeito das altas taxas de administração e performance que cobram.

 

O governo justificou as medidas afirmando que os juros agora podem cair para até 7% ao ano. Atualmente, a Selic estã em 10,25% ao ano e, para o final de 2009, o mercado espera um patamar de 9,25% ao ano.

 

Mas por que o rendimento para quem possui menos de R$ 50 mil na caderneta, ficará mantido em 6,17% ao ano?

 

Por que criar um piso "artificial" para a taxa real de juros com a alegação de que a poupança possui finalidade social?

 

Por que adiar a  extinção deste piso e a possibilidade de reduzir a taxa Selic para um nível menor do que 7% ao ano?

 

Por que fazer com que o rendimento das aplicações menores do que R$ 50 mil - balizado por uma TR calculada e fixada pelo governo -  trave uma queda maior da taxa Selic?

 

Por que proteger os pequenos aplicadores da caderneta e transferir o custo para toda a economia produtiva?

 

Estas são a questões.

 

Nem Friedman, nem Keynes as respondem.  

 

Maquiavel, talvez.

 

Enfim, o governo atual optou por transferir para o próximo presidente a tarefa da extinção da jaboticaba de ter uma aplicação subsidiada por juros básicos mais altos e por um consequente menor nível de emprego e de renda.

 

Não existem aplicações com remunerações subsidiadas em outros mercados desenvolvidos. Uma aplicação como a nova caderneta de poupança (sem risco e subsidiada para pequenos poupadores) caracteriza um país que tem medo de juros baixos e que se acostumou ao conforto dos juros altos.

 

Assim, privilegiamos os pequenos rentistas e oneramos os empresários do setor produtivo, que geram emprego e de renda (eles arcarão com uma Selic maior).

 

Congelamos uma jaboticaba para o próximo presidente da república descascar.

 

Selic abaixo de 7% ao ano?

 

Só a partir de 2011 e após uma nova mexida nas regras da poupança.



Categoria: Microeconomia
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h03
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Encontro em Montevidéu

 

International Society for Comparative Economic Studies - ISCES

The next Arnoldshain Seminar will be in Montevideo, Uruguay, October 5th – 9th, 2009.

Submission procedure:
Abstracts (2-4 pages) and full papers should be in English and include title, keywords, JEL classification, author’s full name, affiliation, address, e-mail, fax and phone of the author/s.
Deadlines:
- Abstract submission before June 1st, 2009
- Notification of acceptance by July 6th, 2009
- Full paper by September 15th, 2009

Mais informações aqui. 

 



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 03h02
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A política conforme Reagan & Rogers

 

"Politics is supposed to be the second oldest profession. I have come to realize that it bears a very close resemblance to the first."

Ronald Reagan, ex-presidente dos Estados Unidos (1911- 2004) em uma conferência em 02/03/1977, em  Los Angeles, conforme Bill Adler em  "Reagan Wit" (1981) capítulo 5.

"The more you read and observe about this Politics thing, you got to admit that each party is worse than the other."

Will Rogers, comediante norte-americano (1879-1935) em "The Illiterate Digest" (1924).



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 00h14
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Seminário Internacional de Economia e Direito da Concorrência

 

De 28 a 29 de maio de 2009

 

Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas/UFRGS

 

Av. João Pessoa, 52 - 3o. andar - (51) 3308-3440 ou (51) 3308-4050

 

 

http://www.ppge.ufrgs.br/direitodaconcorrencia/

 

Informações e Inscrições

Taxa de inscrição: R$ 15,00 (quinze reais).

Local de inscrição: Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Economia (Av. João Pessoa, 52 sala 33B).

Procedimento de inscrição: entregar na Secretaria do PPGE a ficha de inscrição preenchida e assinada e pagar a taxa de inscrição. O não-pagamento da taxa de inscrição implica perda da vaga.

Número de vagas: 180 (preenchidas em ordem de inscrição).

 

Maiores informações:

Programa de Pós-Graduação em Economia

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Av. João Pessoa, 52 sala 33B - Centro

Porto Alegre/RS - Brasil

Telefones:  55 51 3308-3440 ou  55 51 3308-4050

Fax:  55 51 3308-3507

E-mail: cpge@ufrgs.br - Site: www.ppge.ufrgs.br

 

Participantes:

Arthur Badin - É o atual presidente do CADE e foi Procurador-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE, para os mandatos 2005/2007 e 2008/2009. Mestrando em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da USP (1998). Especializou-se em Defesa da Concorrência e Regulação pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas - EAESP/FGV (2004) e em Direito Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP (2001). Foi Chefe de Gabinete da Secretaria de Direito Econômico SDE (2003/2005) e Presidente do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos - CFDD (2003/2005), ambos órgãos do Ministério da Justiça.

 

 Augusto Jaeger Junior - Doutor em Direito pela UFRGS (2005). Autor dos livros "Liberdade de Concorrência na União Européia e no Mercosul" e "Direito Internacional da Concorrência". Professor dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade de Direito da UFRGS.

 

César Costa Alves de Mattos - Doutor em Economia pela Universidade de Brasília (2001), visiting scholar na University of Oxford (2000) e aperfeiçoamento em Pesquisador visitante pela University of Berkeley (2005). Atualmente é Conselheiro do CADE.

 

 Eugênio Battesini - Doutorando em Direito pelo PPGD/UFRGS; Visiting Scholar pela Columbia Law School in New York; Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS; Procurador Federal, Procuradoria Regional Federal da 4ª Região, Advocacia-Geral da União.

 

German Coloma - Ph.D em Economia pela UCLA (1997). Professor Titular na Universidad del CEMA. Foi economista chefe da Comisión Nacional de Defensa de la Competencia na Argentina e é economista afiiado Law and Economics Consulting Group/ (LECG, LLC). Publicou vários trabalhos sobre organização industrial, defesa da concorrência, econometria aplicada, economia dos serviços públicos e análise econômica do direito (law and economics).

 

Gerson Luís Albrecht - Economista do Ministério Publico Federal. Doutorando em Economia na UFRGS/PPGE. Atuando principalmente nos seguintes temas: Defesa da Concorrência, Política Antitruste, Proteção da Concorrência, Ministério Público Federal, Lei Antitruste.

 

Giácomo Balbinotto Neto - Doutor em Economia pela USP (2000). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) junto ao Programa de Pós-Graduação em Economia (PPGE).

 

Gilvandro Vasconcelos Coelho de Araújo - Mestre - DEA Droit Public Général - na Universite de Montpellier I (2000). Atualmente é professor do Instituto de Educação Superior de Brasília e procurador federal - Advocacia Geral da União, atuando principalmente nos seguintes temas: CADE e regulação.

 

Juliana Oliveira Domingues - Doutoranda em Direito pela PUC-SP. Mestre em Direito pela UFSC. Autora do livro Direito Antitruste: o combate aos cartéis (Ed. Saraiva). ganhador do Prêmio Troféu Cultura Econômica, na categoria de melhor livro de Direito. Advogada.

 

Luciano Benetti Timm - Doutor em Direito pela UFRGS (2004). Foi Professor Visitante da Universidade da Califórnia (Berkeley) e da American School of Justice (Paducah). Atualmente é editor do Latin American and Caribbean Journal of Legal Studies, associado da Associação Latino Americana e Caribenha de Direito e Economia, professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

 

Luiz Carlos Buchain - Doutor em Direito pela Universidade Federal do RS (2004). Atualmente é professor assistente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e advogado em Porto Alegre, RS. Autor do livro O Poder Econômico e a Responsabilidade Civil Concorrencial, Ed. Nova Prova, 2006.

 

Paulo Furquim de Azevedo - Conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Foi presidente interino do CADE de 08/2008 a 11/2008. Doutor em Economia pela FEA-USP. Visiting Scholar na University of California at Berkeley.

 

Paolo Buccirossi - PhD em economia pela University La Sapienza (Roma, Italia) e Visiting Scholar na George Mason University, New York University e Cambridge University. Ele é o organizador do livro Handbook of Antitrust Economics (MIT Press), sendo também lecturer em várias universidades italianas como LUISS e Tor Vergata em Roma e no Institute for Advanced Studies em Lucca.

 

Mauro Luciano Hauschild - Especialista em Direito Constitucional (2008). Graduado em Matemática. Procurador Federal e atualmente Diretor da Escola Superior da Advocacia-Geral da União - AGU.

 

 Ronald Hilbrecht - Doutor em Economia pela University of Illinois, U.I., Estados Unidos (1995). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

 

Sergio Aquino de Souza -  PhD em Economia - Pennsylvania State University (2004). Sua pesquisa se concentra na área de Organização Industrial (OI), especificamente em métodos empíricos estruturais com aplicações à análise de demanda, medição de poder de mercado e simulação de fusões. Publica em revistas nacionais e internacionais de renome na área de OI como o Journal of Industrial Economics. Atualmente ocupa a posição de Economista-Chefe do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (CADE) e também é professor do CAEN (Curso de Pós-Graduação em Economia) da Universidade Federal do Ceará.

 

Tiarajú Alves de Freitas - Mestre em Economia pelo CAEN-UFC. Doutorando em Economia pelo PPGE-UFRGS. Professor Assistente do Instituto de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande - ICEAC/FURG.



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Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h04
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