E a poupança?

 

Em breve, leitor, comentarei as novas regras da caderneta de poupança.

 



Categoria: Microeconomia
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 02h26
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50 anos do melhor disco de jazz do século XX

 

Se o jazz fosse a Economia, a síntese neoclássica seria o disco "Kind of Blue", do trompetista Miles Davis.

Se o jazz fosse o rock, este disco equivaleria ao "white album" dos Beatles.

Mas como o jazz é incomparável, "Kind of Blue" é o disco mais influente do gênero no século XX.

É também um dos melhores discos "de sempre", de acordo com a revista Rolling Stones.

No próximo dia 17 de agosto o álbum faz 50 anos de lançamento.

O disco é uma rara combinação de músicos excepcionais que produziram um jazz completamente modal, ao contrário do que se vinha fazendo até então. 

O disco reconciliou o jazz com suas tradições rítmico-melódicas e, ao mesmo tempo, modernizou o gênero. Olhando para o passado,  Miles e companhia celebraram o futuro.

Os músicos do disco são, além de Miles, o sax tenor de John Coltrane, o sax alto de Julian "Cannonbal" Adderley,  os pianos de Bill Evans e Wynton Kelly, a bateria de Jimmy Cobb  e o contrabaixo de Paul Chambers.

Abaixo, do You Tube, um vídeo de Miles tocando "So what?" com John Coltrane. Esta música está no disco, em sua versão gravada em estúdio.

Mais abaixo, um vídeo com o tema "Tutu". Um clássico da fase posterior da carreira de Miles, após ele capitanear o desenvolvimento da fusion music.  



Categoria: Citações, notícias, dicas etc.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h42
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A visão dos prêmios Nobel sobre a crise

 

Da reportagem de Ricardo Leopoldo e Andréia Sadi, no Estadão de anteontem:

"Três vencedores do Prêmio Nobel de Economia acreditam no risco de a crise financeira mundial piorar no curto prazo. Joseph Stiglitz, Robert Mundell e Edward Prescott - reunidos ontem no Exame Fórum, debate sobre crise econômica promovido pela revista Exame, na capital paulista - ponderam, com diferentes nuances, que boa parte do fim da recessão global depende dos acertos da política econômica adotada pelo governo do presidente americano, Barack Obama.
"A crise está no fim do começo e não no começo do fim", afirmou Stiglitz, referindo-se a alguns fatores que mostram que a economia dos Estados Unidos está longe de apresentar uma recuperação robusta.
Para ele, um dos problemas é que a taxa de desemprego é bem elevada (8,9%). Mas, se fosse avaliada com metodologia mais ampla, ficaria próxima a 16%, segundo ele. "Há um problema de estoques elevados das empresas que, apesar de terem diminuído de tamanho recentemente, ainda são uma dificuldade grande (para o aumento das atividades das indústrias)", avalia. "O futuro é sombrio. A crise agora é diferente das outras nos períodos pós-guerras porque mostra o fracasso do nosso sistema financeiro."
O acadêmico destacou que há mais dois problemas, como o fraco desempenho do setor da construção civil e a reestruturação ainda incipiente do sistema financeiro. "Os Estados Unidos vão perder uma década de crescimento", acredita Stiglitz
Com relação ao Brasil, Stiglitz avalia que o País tem boas políticas e mesmo assim foi afetado. Ele acredita que há espaço para reduzir juro, o que favorece uma recuperação para a economia. "O Brasil está numa boa posição. Eu costumava achar que juro alto era uma coisa ruim, mas vejam só. Nos Estados Unidos, a taxa é quase zero e não há mais espaço. Vocês, no Brasil, têm espaço para diminuir a taxa de juros."
Para Robert Mundell, as medidas adotadas pelo governo americano, especialmente gastos fiscais para projetos de infraestrutura, não devem propiciar soluções no curto prazo, o que é ruim, segundo ele, para uma economia bem debilitada.
"O melhor seria reduzir os impostos sobre lucros das empresas, pois assim ficariam estimuladas a retomar seus investimentos e aumentar o ritmo de produção. Mas nada, infelizmente, foi feito nessa direção. Por isso, estou um pouco cético."
Edward Prescott também defende a redução de impostos, benefício recai especialmente sobre os cidadãos.
"Há uma crise de demanda, que precisa subir, embora não acredite que haja riscos de ocorrer depressão. Tributos menores certamente vão auxiliar as famílias a consumir mais, o que é essencial para a retomada dos investimentos nas empresas."



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 01h39
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O futuro do passado: a recessão técnica dois meses antes

 

A frase do ministro:

"Tivemos uma queda da produção industrial no último trimestre (de 2008) e uma queda de produção industrial neste primeiro trimestre de 2009 e todos os livros técnicos dizem que uma queda em dois trimestres seguidos é uma recessão técnica. Não temos como fugir disso."

Autor: Miguel Jorge - ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Quando: hoje.

Meu post de 20 de março deste ano:

"Estamos em recessão técnica

Os dados mais recentes divulgados pelo IBGE, pelo Instituto Datafolha e pelo boletim Focus do Banco Central mostram que as expectativas macroeconômicas se deterioraram nos últimos de 40 dias.

O problema  é quando os dados ruins da macroeconomia se somam aos dados ruins da microeconomia (menor lucratividade, menor endividamento e queda na receita bruta das empresas; maior  inadimplência,  migração das aplicações em títulos de renda variável para títulos de renda fixa e ativos reais,  piora nos dados setoriais  etc. ).

Sempre considerei que dados que refletem expectativas dos agentes são da maior importância para quem quer, como diz o presidente do BC Henrique Meirelles - fã de automobilismo - estar sempre "à frente da curva" da conjuntura econômica.

Assim, creio que tenho motivos para me preocupar como economista quando, além da piora dos dados mencionados, o Datafolha aponta, em uma só pesquisa:

·         a queda de 5 pontos porcentuais da popularidade do presidente Lula,

·         o crescimento da parcela da população que crê que a crise não será amena (em novembro do ano passado os que não acreditavam na estória da "marolinha" eram 39%, agora, os que não acreditam somam 50%),

·         que mais brasileiros esperam aumento no nível de  desemprego e

·         que o desemprego voltou a ser apontado como o pior problema do país (junto com a saúde pública) .

 O mercado ainda aguarda a notícia da queda do PIB do primeiro trimestre deste ano que, quando for dada, confirmará o que a torcida do Flamengo já sabe: o Brasil já está em recessão técnica.

 Abaixo, reproduzo partes de duas notícias do Portal Exame que atesta que, segundo a Economática, os balanços de nossas grandes empresas e de outras empresas da América Latina pioraram.

 Do portal Exame:

 “Crise derruba em 40% o lucro das empresas no Brasil.

 Um estudo da consultoria Economática mostra o efeito devastador da crise global sobre as empresas brasileiras. Entre o terceiro e o quarto trimestre, o lucro líquido de 102 empresas com ações em bolsa caiu 40%. O setor imobiliário foi o mais afetado, mas empresas de energia, saneamento e telecomunicações conseguiram crescer no período.

Valor de mercado das empresas da América Latina cai US$ 105,3 bilhões.

Levantamento foi feito com as 694 empresas de capital aberto de maior liquidez nas bolsas latino-americanas." 

A propósito, a confirmação do resultado do PIB do primeiro trimestre de 2009 só sai, oficialmente, em junho.



Categoria: Macro e Economia Internacional
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h53
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