O futuro do passado: em Economia não existe bola de cristal
O ex-ministro da Fazenda Pedro Sampaio Malan costumava responder às perguntas dos jornalistas sobre previsões econômicas com uma frase curta e infalível: "o futuro tem por ofício ser incerto".
Malan, homem inteligente, estava certo.
Keynes também estava quando, após fazer uma tese sobre Probabilidade, formulou o conceito de incerteza.
Leitor, quero deixar claro que quando publico alguns posts com o título "o futuro do passado", não tenho a menor pretensão de prever eventos econômicos.
Ao contrário, pretendo mostrar como muitos dos eventos que ocorrem atualmente já foram estudados e analisados por economistas.
Obviamente, tais eventos não foram previstos - pois o futuro a Deus pertence.
É que muitas vezes um tema que é tratado pela mídia como "novo", é, aos olhos de economistas que o estudam, antigo ou mesmo exaustivamente pesquisado.
Assim, o objetivo dos posts com o título "o futuro do passado" é apenas comentar o que foi escrito por mim ou por outros economistas sobre temas recorrentes que são - por assim dizer - "ressuscitados" pelos fatos noticiados pela mídia.
Por isso reproduzi alguns posts meus sobre a crise financeira e um post sobre o pensamento de Eduardo Gianetti da Fonseca sobre o número excessivo de vereadores no Brasil.
Uma das vantagens de ser blogueiro econômico é poder reler o blog e descobrir, entre um mar de bobagens escritas, alguma coisa que se encaixa bem na explicação de fenômenos econômicos atuais.
É isto, enfim, que tento fazer quando escrevo estes posts.